domingo, 25 de janeiro de 2009

Desafio tijolão #1

Atualizando pra comunicar que nada de pertinente me ocorreu nas ultimas semanas, exceto que 167 páginas de Mason & Dixon, de Thomas Pynchon, foram vencidas - agora só me faltam as outras 675. Decidi a fazer de 2009 o meu ano do tijolão, (e me preparando economica e espiritualmente para comprar aquele Moby Dick da Cosac e Naify), mas começando com a história de Charles Mason e Jeremiah Dixon, dois astrônomos ingleses que, até a página 160, viajaram para a Cidade do Cabo para registrar a passagem de Vênus, ficando hospedado com uma família de holandesas taradas, e depois para a ilha de Santa Helena, onde Mason fica acompanhado de um outro astrônomo que já está meio que enlouquecendo com a vida provinciana da ilha. Tudo isso narrado pelo reverendo Wicks Cherrycoke que, vivendo de favor na casa da irmã, precisa se esforçar para entreter sua família.
O livro é escrito de modo a emular um texto setecentista, daí o meu interesse inicial, além, claro, dele provavelmente ser o Deus pessoal do Antônio, que me recomendava ler Pynchon desde que o conheci. Não vem sendo uma leitura difícil quanto eu temia que fosse, pelo contrário, imensamente divertido em pequenos anacronismos que dão um ar meio louco ao texto, e a certos momentos tanto a ação quanto a narração ficam doidos de um modo que imagino como uma cena num filme de Terry Gilliam. Como a descrição do Cavalo-Marinho e sua tripulação, o remendado navio com que Mason e Dixon viajam até o Cabo.

Desde o dia em que assumiu o comando do Cavalo-Marinho, o capitão Smith vive num cantinho aconchegante do Inferno de cuja existência ele até então não tinha conhecimento. Partindo do cais açoutado pela chuva, conduzido em barco a remo por um Arvoredo de mastros e vergas no Estreito de Spithead, em meio a esgoto e breu e o Hálito do Vento, ele busca em vão, em desespero crescente, alguma nau formosa que se lhe afigurasse à sua, até ser obrigado por fim a aceitar que era aquela banheira de má figura de Sexta Classe que se debatia como besta acorrentada contra suas amarras.


Minha meta atual é ler um capitulo por dia, ritmo com qeu chego ao final do livro em março. Detalhe interessante:o livro tem tantas referencias que tem sua própria wiki.

4 comentários:

Fábio disse...

Boa sorte, Samir! Eu também estou querendo dedicar parte do ano aos tijolões. Mas o meu Pynchon da vez vai ser o Against the Day, que estou pensando em retomar (do começo - da primeira vez fui quase até a página 100 e parei) em fevereiro.

Vá postando aqui as suas impressões. Não li Mason & Dixon ainda e gostaria muito de saber o que você está achando.

xerxenesky disse...

Se serve de consolo, a leitura de Moby Dick é muito mais tranquila e mais rápida, hehehe.
Eu não consigo emendar tijolões. Sempre que estou lendo um romanção, dou uma pausa e leio uma novela curta ou um livro de contos no meio para descansar.

Samir Machado de Machado disse...

Fábio: colocarei mais impressões sobre o livro, sim. Até porque, pelo volume de páginas, via ser minha leitura pelos próximos meses.

Antônio: não pretendo emendar os tijolões, não sou louco pra tanto, já separei uns livros de contos pra intercalar. Ou um Bernard Cornwell, pa fazer o contraponto, eheh.

Cara Carolina disse...

Estou embarcando também no meu primeiro Pynchon, o V. e, até o dado momento, acho que estamos nos dando bem.

Boa sorte com os tijolões!

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