O que une Só Se Vive Duas
Vezes (que no Brasil nunca teve esse título, sendo editado como A Morte
no Japão) e O Espião que me Amava é, talvez,
a tentativa de Ian Fleming de experimentar com a formula criada por ele próprio,
e em alguns momentos fugindo completamente dela, fazendo do primeiro mais um guia
de viagens e costumes do que propriamente uma aventura, e do segundo uma trama
policial noir com uma participação mínima de Bond. Em ambos os livros, o resultado é um
pouco confuso e não de todo satisfatório (em especial no primeiro), do tipo que eu não recomendaria para
um leitor iniciante dos livros de Bond, mas acréscimos bacanas para os já
iniciados.